Papanicolau

Geórgios Papanocolaou este é o nome do médico que fez muito em especial por todas mulheres em todo mundo,graças aos seus esforços e dedicação foi desenvolvido o conhecido teste do Papanicolau.

Geórgios Papanicolaou foi um médico grego, pioneiro nos estudos da citologia e na detecção precoce de câncer. Foi o criador do chamado teste de Papanicolau, exame realizado para detectar precocemente tumores cancerosos na vagina e colo do útero.

O Médio Geórgios nasceu na cidade portuária de Kymi, na costa da ilha de EubeiaGrécia, em 1883. Era o terceiro filho de quatro crianças de Maria e Nicholas Papanicolaou.[2] Em 1898, ele ingressou na Universidade de Atenas para seguir carreira na medicina, como seu pai, que era clínico geral e também político, tendo sido senador e prefeito de Kymi. Geórgios se formou em 1904

FONTE WIKIPÉDIA:

O fato de que células malignas podiam ser observadas sob microscópio foi primeiramente sugerido em 1843, por Walter Hayle Walshe (1812–92), professor e médico no hospital da University College, em Londres, em seu livro sobre doenças do pulmão.

Enquanto trabalhava em Cornell, Geórgios desenvolveu um método de estudo de esfoliação de células epiteliais relacionadas ao ciclo menstrual. Na época, ele estudava oócitos de porquinho-da-índia e precisa coletar os óvulos antes da ovulação.[2] A única maneira de coletar os óvulos era sacrificando os animais e sacrificar vários deles por alguns óvulos não era correto de seu ponto de vista. Um dia, ele percebeu que porquinhos-da-índia tinham ciclo menstrual, algo que não tinha sido considerado antes. Ele sabia que todas as fêmeas de animais superiores tinham uma eliminação vaginal periódica de células e com os porquinhos-da-índia ele era pequeno demais para ser notado.[3]

Teste de Papanicolau com células malignas.

Usando um espéculo nasal, ele coletou amostras e examinou o esfregaço sob o microscópio. O que ele viu foi animador: células de variadas formas e uma sequência distinta de padrões citológicos. Assim ele era capaz de catalogar o ciclo ovariano e uterino dia a dia, permitindo-o prever a condição dos ovários, podendo coletar os oócitos no momento adequado. Sua pesquisa foi publicada em 1917, no American Journal of Anatomy.[3]

Com o tempo, ele começou a fazer coletas em mulheres, notando que apareciam células malignas no esfregaço de mulheres com câncer cervical. Em 1928, ele coletou dados suficientes sobre células de carcinoma cervical e sua identificação para apresentar as descobertas em uma conferência em Battle CreekMichigan.[2] Esperando uma recepção calorosa, ele acabou sendo recebido com ceticismo pela comunidade científica, pois muitos médicos e pesquisadores acreditavam que examinar esfregaço de células era ridículo, para não dizer inútil. A teoria corrente da época era que biópsia e exame de tecidos era a única maneira de detectar a doença.[3]

Apesar da rejeição inicial, Geórgios persistiu e em 1939, colaborou com um estudo clínico em Cornell, junto do ginecologista Herbert Frederick Traut (1894–1963), para validar o potencial do esfregaço de células cervicais.[3] Eles usaram voluntárias do departamento de ginecologia do hospital central de Nova York, todas passando pela coleta de Papanicolau. Os exames mostraram vários casos assintomáticos de câncer. Alguns estavam em seu estágio inicial, portanto indetectáveis no exame de biópsia. Papanicolau e Traut publicaram suas descobertas em 1943, no estudo chamado Diagnosis of uterine cancer by the vaginal smear,[4]onde discutiram a preparação para o esfregaço cervical e vaginal, as mudanças citológicas durante o período menstrual, os efeitos de várias condições patológicas e as mudanças observadas com a presença de câncer no cérvix, no endométrio e no útero.[3]

A primeira observação de células cancerígenas no esfregaço do colo do útero me deu uma das maiores emoções que já experimentei durante minha carreira científica.[3]

A técnica do esfregaço de células cervicais logo se tornaria o conhecido Teste de Papanicolau. Como o teste era capaz de detectar câncer antes de qualquer sintoma, médicos agora podiam tratar o câncer antes que ele se espalhasse.[2] Como resultado, a mortalidade causada pelo câncer cervical despencou nos países onde ele passou a ser aplicado.[2] Em 1954, Geórgios publicou o “Atlas of Exfoliative Cytology”, um grande trabalho com suas observações e estudos em citologia, incluindo descobertas de doenças em vários órgãos.[3]

Geórgios, porém, não foi o pioneiro na técnica. Em 1927, um médico romeno, Aurel Babeş, fez descobertas semelhantes no diagnóstico de câncer cervical,[5] apesar de sua técnica ser diferente da técnica de Papanicolau. A Romênia se refere ao teste obrigatório como Teste de Babes-Papanicolau, em honra aos dois médicos.[5]

Charles JS

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